O turismo
sustentável tem em conta vários factores do destino turístico, essencialmente
económicos, sociais, culturais e preocupa-se em conservá-los, sem destruir os
recursos existentes. Assim, os grandes objectivos do turismo sustentável
baseiam-se na preservação dos recursos naturais, na redução da pobreza,
revitalização da cultura e de zonas rurais (sem as tentar “modernizar”),
preservação dos recursos naturais, reforço do poder da comunidade local, e de
comunidades indígenas, comercialização de produtos “verdes”, e sobretudo, com um
equilíbrio entre as pessoas e o planeta!
Ir de férias é bom. Mas já
alguma vez pensou que as suas férias têm impactes (negativos e positivos) no
sítio para onde vai?
O número de visitantes, as infra-estruturas que
estes necessitam, o dinheiro que trazem, acaba por mudar a economia do destino,
fazer com que abram ou fechem determinados estabelecimentos, e com que de um
modo geral, as pessoas desse sítio acabem por mudar o seu estilo de vida. Pode
ser bom, caso o dinheiro deixado pelo turista seja aplicado na modernização de
infra-estruturas e no aumento da qualidade de vida da comunidade local. Mas
existem também os impactes negativos: o aumento do custo de vida; destruição ou
sobexploração dos recursos naturais; ocupação dos terrenos agrícolas para a
construção de hotéis, acabando com a agricultura local; criação de postos de
trabalho sazonais sem formação; desvalorização da cultura local, entre outras…
Existem muitas coisas que podemos fazer, quando vamos de férias,
para praticar turismo sustentável, ou pelo menos para praticar um turismo menos
insustentável. São pequenas coisas que podem fazer toda a diferença:
Reserve o seu vôo, hotel e actividades extra directamente na empresa que
lhe vai fornecer o serviço. Se comprar através de um intermediário vai pagar
taxas desnecessárias, e apenas uma parte do seu dinheiro chega ao destino.
Prefira os vôos directos, e com o mínimo de escalas possível ou
viaje de comboio se exequível. Quando viajar de carro, pode planear partilhar a
viagem com outras pessoas que se dirigam para o mesmo local.
Evite os
resorts fechados que já lhe oferecem todos os serviços extra. São regra geral de
uma companhia estrangeira, que oferece os melhores trabalhos a pessoas de fora,
e contrata pessoas locais apenas para trabalhos mal pagos, sazonais. Assim,
apesar de explorar os recursos naturais da zona, deixa muito pouco dinheiro e
arruína a economia local.
Mas falemos de coisas
boas:
Um dos bons
exemplos das coisas boas que o turismo pode trazer encontra-se em Portugal, nas
Aldeias do Xisto, onde um conjunto de aldeias tradicionalmente
construídas na pedra local (o xisto) mas actualmente em processo de abandono,
foram reconstruídas e reanimadas para receber turistas interessados em passar
umas férias diferentes, inseridos na cultura e património locais. www.aldeiasdoxisto.pt
Temos
outros exemplos: alguns parques naturais no norte decidiram assinar a carta
europeia de Turismo Sustentável. O Parque Nacional da Peneda-Gerês já
aderiu, e existem ainda outros parques que estão a preparar a sua
adesão!